quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Vamos às armas companheiros!!! o/

Cara, odeio esse tipo de e-mail:

Pessoal , Acorda!!!

SAIBA A DIFERENÇA ENTRE PEDIR 100 REAIS E DEVER 100 REAIS PELO MESMO TEMPO.

Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na poupança em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do real), teria hoje na conta a FANTÁSTICA QUANTIA de R$ 374,00 (Trezentos e Setenta e Quatro Reais).
Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma pequena dívida de R$139.259,00(Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinqüenta e Nove Reais), no mesmo banco.
Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares, e com o da poupança, conseguiria comprar apenas 3 pneus.
Não é à toa que o Bradesco teve quase R$ 2.000.000.000,00 (Dois Bilhões de Reais) de lucro liquido somente no 1º semestre, seguido de perto do Itaú e etc...
Dá para comprar um outro banco por semestre!
E os juros exorbitantes dos cartões de crédito?
VISA cobra 10,40 % ao mês CREDICARD cobra 11,40 % ao Mês.
Em contrapartida a POUPANÇA oferece 0,62 % ao mês.
O presidente mandou você tirar a bunda da cadeira, lembra?
Detalhe: O Ministro Mantega deve apresentar a proposta hoje ao Congresso, querendo mais 04 (quatro) anos de prorrogação para a cobrança da CPMF contribuição PROVISÓRIA sobre movimentação financeira).
E mais:
O Congresso Nacional acaba de conceder aumento de salário de 28,5% para eles, o Presidente da Republica e o Vice-Presidente.
Vamos tirar a bunda da cadeira!
Vamos protestar contra essa situação!
Se você passar prá frente este e-mail, já estará contribuindo.

Tá antes que você endoide e saia por ai nas ruas brandindo tochas e ancinhos, ou que você passe a me odiar por estar propagando uma corrente chata, deixa eu explicar o porquê de eu estar postando ela.

Primeiro, sim é verdade, o que você consegue de juros de um banco é bem menos do que terá que pagar para o banco em juros se ficar devendo a ele. Mas devemos ter em mente uma coisa, quando você coloca dinheiro na poupança, ele não rende juros porque o banco é bonzinho ou porque é seu direito de cidadão, na verdade você está emprestando dinheiro para o banco e o banco te paga por ele. E qual é o valor do dinheiro? Os juros.

E o caso dos juros de cartão de crédito é uma pura questão comercial, o banco te cobra mais em juros simplesmente porque pode, é o produto que ele vende, é de se esperar que ele venda mais caro do que ele compra. E lembre-se, cartão de crédito é um serviço que você contrata de um banco e não um direito seu de ter. Se não gosta da proposta do seu banco, mude. Se ainda assim não adiantar, negocie. Se isso falhar saia do banco.

Ok, não vou dizer que os juros são justos e que os bancos estão 100% certos quanto aos valores que cobram, mas ao ler um e-mail desses eu fico pensando o que o cidadão que redige isso quer que façamos? Ele quer que nesse exato momento eu sai de onde estou, pegue uma plaquetinha com o texto "por juros mais justos" e fique lá na frente de um banco ou mesmo do prórprio Congresso Nacional, aos berros em um megafone reinvindicando os meus "direitos"?

Tá, eu até posso fazer isso e acredito que mais algumas pessoas também possam, mas ai eu penso denovo: e esse cara que escreveu esse texto tão cheio de informações sobre contabilidade? Cade ele? Eu não vejo ninguém na frente do congresso lutando por essa "nobre" causa e muito menos aparece no jornal qualquer coisa sobre um maluco protestando contra os juros dos bancos. Você vê tal coisa? Se ver me avisa.

Uma dica para vocês, nunca siga as ideias de ninguém que não tenha coragem de ser o primeiro a segui-las.

Sério, o povo reclama que "o brasileiro" não luta por seus direitos, mas esse povo que reclama também não faz nada para mudar isso. Como? Dando um exemplo, oras! Reclamar é fácil, mas na hora de fazer só se ouvem desculpas.

E depois, se protestar desse certo, a reforma agrária já teria sido feita a mais de 50 anos atrás. O problema é que tem esse pessoal que apanhou protestando durante a ditadura e acha que foi isso que resolveu o problema no momento, não não tenha tido a sua importancia, mas foi importante naquele momento, o nosso momento aqui é outro.

Durante a ditadura, eles lutaram por algo que hoje é a nossa arma. O voto.

Temos que mudar os nossos critérios de escolha para os cargos políticos. Esqueçam partido, credo, coligação, promessas e passem a saber realmente em quem estão votando, fucem a vida desses caras, descubra quem eles eram, o que fizeram, o que deixaram de fazer, quem é a familia dele, como vivem, conheça a pessoa. Parece bobagem, mas temos que ver que ali no meio daquela bagunça que chamamos de governo, não é uma sigla de partido, ou uma religião, ou uma promessa que irá decidir por um projeto de lei, seram pessoas. Pessoas que estaram passando por pressões, pessoas que sofrem dos mesmos maus que eu e você, pessoas que por necessidade ou ganancia podem ter seus princípios mudados, enfim, pessoas normais...

Eu sei que falar isso em um blogzinho perdido no meio da internet não vai ter o reflexo que deveria, mas ao menos quem ler pode refletir e ir passando isso para outras pessoas próximas. Saibam votar, saibam em quem estão votando, discutam, debatam, exponham a suas ideias, não deixe que as eleições sejam apenas um joguinho de futebol aonde vence o time que tem a maior torcida.

Só para lembrar a vocês, por mais que não pareça, existem coisa de apenas 20% dos brasileiros conectados à internet. 20% não muda os rumos de uma eleição e nem sequer incita massas a uma revolução de proporções históricas, ou seja, mandar esse tipo de e-mail para todos da sua lista vai surtir um efeito praticamente nulo, mesmo se todos ele acatarem a ideia.

Em outras palavras:

PAREM DE ME MANDAR E-MAILS DE CORRETE!!!! >o<

4 comentários:

Anônimo disse...

Anarquia!!!!! ò.ó/

Godzilla disse...

Mas em fila, por favor. o/

Anônimo disse...

Cara, disse tudo. De verdade. Já está nos meus bookmarks! A gente se esbarra no Gaia!

jacques disse...

pior são aquelas correntes pra ajudar alguma criança doente que com certeza nem existe.